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Moradores de Itapebi rompem bloqueio e voltam a usar ponte interditada Sobre o Rio Jequitinhonha.

Moradores de Itapebi removeram na manhã desta quarta-feira (21) a barreira metálica, manilhas e outros obstáculos instalados pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) para impedir o acesso à ponte sobre o rio Jequitinhonha, interditada desde o dia 2 de maio devido ao risco de colapso. Mesmo com o laudo técnico apontando comprometimento estrutural da ponte, a população voltou a utilizar a travessia, pelo menos a pé. Estudantes, pacientes em busca de atendimento médico e até cadeirantes estão se arriscando diariamente para não ficarem isolados. O percurso inclui atravessar a estrutura a pé e, em seguida, trocar de transporte no outro lado da ponte. “Não temos escolha. Nossos filhos precisam estudar e muitos aqui dependem de tratamento médico em Itapebi e cidades vizinhas. Estamos à mercê da sorte”, desabafa uma moradora que preferiu não se identificar.

Alternativa precária e sem prazo para solução

A principal rota alternativa tem cerca de 76 quilômetros, dos quais apenas 22 são pavimentados. O restante é uma estrada de terra com trechos estreitos, íngremes e bastante afetados pela lama, especialmente após períodos de chuva. A situação tem gerado transtornos, atrasos e dificuldades para quem precisa circular entre as comunidades afetadas. Na tentativa de minimizar os impactos, começaram nesta quarta-feira (21/05) as obras emergenciais de requalificação da estrada entre Santa Maria Eterna e a ponte da Veracel. Os trabalhos incluem alargamento da via, aplicação de cascalho, nivelamento, compactação do solo e instalação de defensas metálicas em pontos considerados de risco.

Nova ponte será construída, mas sem prazo definido

De acordo com o Ministério dos Transportes, a ponte interditada não será recuperada. Uma nova estrutura será construída em outro ponto do rio, com início das obras previsto para o próximo mês. Contudo, ainda não há um prazo definido para a conclusão. Enquanto isso, técnicos continuam avaliando a possibilidade de liberar, de forma provisória, a passagem de veículos leves pela ponte antiga durante o período de construção da nova travessia. Até que essa definição seja tomada, a população segue entre a insegurança de atravessar uma ponte comprometida e a dificuldade de trafegar por estradas em péssimas condições.