O Ministério dos Transportes antecipou para esta quarta-feira (18) a liberação parcial da ponte sobre o Rio Jequitinhonha, localizada no km 661 da BR-101, no município de Itapebi. A decisão foi anunciada pelo ministro Renan Filho e visa minimizar os impactos na mobilidade da população durante este período de grande movimento. A reabertura permitirá o tráfego de carros de passeio, vans, ambulâncias e viaturas policiais. No entanto, caminhões e ônibus ainda não estão autorizados a utilizar a estrutura. A medida busca atender às necessidades de moradores e trabalhadores que dependem da ponte para atividades essenciais como trabalho, estudo, acesso à saúde e serviços urbanos. Segundo o ministro, a liberação foi cuidadosamente planejada para garantir a segurança dos usuários.
A travessia funcionará no sistema “Pare e Siga”, com o fluxo de veículos sendo controlado e fiscalizado pelas forças de segurança. O descumprimento das regras poderá acarretar em multa e retenção do veículo. Para garantir a ordem e a segurança, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) terá reforço no efetivo, inclusive com equipes de outros estados, atuando em regime de plantão 24 horas. A operação de monitoramento e controle terá duração inicial de 30 dias, com possibilidade de prorrogação, conforme avaliação. O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) realizou serviços emergenciais para viabilizar a reabertura parcial, incluindo a retirada do asfalto, limpeza da drenagem e a definição do plano de tráfego. A ponte passará por um período de monitoramento intensivo de 15 dias. Após essa análise técnica, será definida a possibilidade de ampliar a circulação para outros tipos de veículos.
Enquanto a ponte principal tem o tráfego parcialmente liberado, o desvio provisório continua sendo a rota exclusiva para caminhões e carretas. No entanto, as condições do trecho, que é majoritariamente de terra, ainda são precárias, especialmente em dias de chuva. Apesar dos esforços do DNIT com serviços de drenagem, instalação de guard-rails e aplicação de tratamento antipó, a falta de pavimentação em grande parte do desvio torna o acesso ainda bastante crítico.
