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ALBA aprova novos empréstimos e governo Jerônimo atinge a marca de R$ 26 bilhões em solicitações de crédito.

Dois novos projetos aprovados nesta quarta-feira (10) somam quase R$ 1 bilhão; oposição critica falta de transparência na aplicação dos recursos.


A Assembleia Legislativa da Bahia (Alba) aprovou, na noite desta quarta-feira (10), mais dois pedidos de empréstimo solicitados pelo governador Jerônimo Rodrigues (PT). Com as novas aprovações, a gestão estadual acumula 22 pedidos de crédito, totalizando um montante de R$ 26 bilhões solicitados desde o início do mandato. Os projetos aprovados ontem autorizam a contratação de operações junto à Caixa Econômica Federal e ao Banco do Brasil. Somados, os valores dos dois novos empréstimos chegam a R$ 950 milhões.

Os Projetos de Lei aprovados foram:

  • PL 26.034/2025: Autoriza crédito de R$ 300 milhões junto à Caixa Econômica Federal.
  • PL 26.051/2025: Autoriza crédito de R$ 650 milhões junto ao Banco do Brasil.

O ritmo das solicitações tem chamado a atenção: o primeiro pedido havia sido feito em 17 de novembro e o segundo no dia 25 do mesmo mês. Além destes, no início de novembro (dia 5), o governo já havia encaminhado um pedido de autorização para captar R$ 2 bilhões.

Oposição questiona destino das verbas

A votação foi marcada por críticas da bancada de oposição, que apontou falta de clareza sobre onde os recursos bilionários estão sendo investidos. O deputado Samuel Júnior (Republicanos) questionou a transparência da gestão estadual. “Foi feito o que com esse recurso? Foi pra onde? Foi destinado a qual município? Qual foi a pavimentação que foi feita? […] Os R$ 26 bilhões, aonde foi investido? Eu não sei e nem eles [deputados do governo] sabem”, disparou o parlamentar.

Justificativa do Governo

Segundo o texto enviado pelo Executivo à Assembleia, os recursos têm destinos específicos voltados para a infraestrutura e manutenção fiscal do estado:

  • Os R$ 650 milhões (Banco do Brasil) serão utilizados para garantir aportes e contraprestações em contratos de Parceria Público-Privada (PPP), além de servirem como contragarantia à União.
  • Os R$ 300 milhões (Caixa) visam viabilizar contrapartidas de financiamentos e investimentos em áreas estratégicas, como Infraestrutura Urbana, Hídrica e Viária, além de Saúde e Educação.