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Prefeito Bebeto ameaça ir à justiça para punir sindicato e servidores da educação em greve.

Como resposta ao movimento dos professores e servidores da educação que ficaram durante toda a manhã desta quarta-feira (20/04) na porta da sede do Poder Executivo belmontense, o Prefeito Bebeto Gama enviou um ofício à APLB/Belmonte, sindicato que representa a categoria, informando que considera o movimento grevista ilegal e exigindo que o sindicato acabe com a Greve Geral sob ameaça de cortar o ponto dos grevistas e processar judicialmente o sindicato e sua diretoria.

A resposta à categoria demonstrou que o Prefeito Bebeto Gama não aceita negociar e nem apresentar propostas para serem discutidas, e sim, impor a sua vontade de não pagar os reajustes do Piso Nacional e inflacionário dos professores e trabalhadores da educação. A coordenação da APLB/Belmonte leu o ofício cheio de ameaças na porta da Prefeitura, mas não informou quais os próximos passos do movimento grevista.

Informações contam que o objetivo do Prefeito Bebeto Gama é castigar as categorias da educação para acabar com futuros movimentos grevistas.

Reunião dos professores com o Prefeito Bebeto Gama no último dia 12/04.

O Prefeito, ao contrário dos gestores vizinhos, não aceita negociar o reajuste de 33,24% do Piso Nacional do Magistério e nem a reposição inflacionária de 10,06% dos servidores de apoio não docentes. As categorias ainda ressaltam que o gestor e suas assessorias contábel e jurídica apresentaram na reunião do último dia 12/04 dados diferentes dos oficiais para tentar dar sustentabilidade aos seus argumentos e “convencer” os grevistas a voltarem para as salas de aulas.

O gestor da “Renovação” está irredutível e, fontes revelam que o mesmo decidiu “peitar” os professores e punir todos os grevistas para enfraquecer o movimento e impor a sua vontade de não pagar os direitos devidos aos profissionais. Os boatos que rolam nos corredores da prefeitura é que o Prefeito Bebeto Gama e sua esposa, Eunice Gama, teriam decidido “castigar” a categoria e não passar nem o reajuste da inflação como forma de intimidação para evitar futuros movimentos de greve dos servidores.