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Prefeito ingressa com ação judicial para acabar com greve dos professores em Belmonte.

O Prefeito Bebeto Gama, em resposta à Greve Geral declarada pelos professores da rede municipal de Belmonte, ingressou com uma Ação Declaratória de Ilegalidade ou Abusividade do Direito de Greve contra a APLB Sindicato e a categoria no Tribunal de Justiça da Bahia. Como argumento o gestor e seus advogados de Salvador alegam que os professores estão desrespeitando uma liminar judicial anterior proferida em Abril que considerou o movimento grevista ilegal. O prefeito também acusa a APLB Sindicato de se negar a participar das negociações visando o término do movimento grevista, preferindo apresentar notificações de paralisação em maio e julho e depois recorrer à declaração de greve geral no último dia 04/08.

Coordenador da APLB/Belmonte Igor Suzart

Como retaliação ao movimento grevista, a gestão municipal busca cessar imediatamente na justiça o movimento de greve sob pena de multa diária no valor de R$ 50.000,00, em caso de descumprimento. Os advogados do prefeito também tentam responsabilizar do coordenador da APLB, Igor Suzart, em um claro movimento de perseguição contra o líder sindical. Para impedir ações de protesto dos professores o gestor ainda pede que a justiça estabeleça a punição de multa diária de R$ 100.000,00, caso os professores resolvam “praticar qualquer ato que venha a tumultuar, dificultar ou obstaculizar, total ou parcialmente, a regular prestação dos serviços prestados pelo Poder Público Municipal, especialmente em relação ao funcionamento das unidades que integram a rede municipal de ensino público, assim como a perturbação da ordem pública, a exemplo de interdição de rodovias, ruas, avenidas e outros acessos ao Município de Belmonte e aos prédios públicos.”

A diretoria da APLB não se posicionou até o momento sobre a situação e nem se pretende responder às acusações feitas pelo Prefeito Bebeto Gama e seus advogados na justiça. A entidade apenas deixou claro, desde o início do novo movimento grevista, que os professores só voltariam para as salar de aula se o Prefeito Bebeto Gama reabrisse as negociações ou se a justica determinasse.