A Prefeitura de Porto Seguro divulgou uma nota nesta sexta-feira (16), expressando surpresa diante da Operação Derrocada, deflagrada na quarta-feira (14), que culminou na prisão de oito pessoas. As detenções são resultado de uma investigação sobre um esquema de comercialização de licenças ambientais, que envolvia o pagamento de propina para a construção de empreendimentos imobiliários no município. De acordo com a nota da prefeitura, os fatos denunciados ocorreram, em sua maioria, durante os anos de 2019 e 2020, sob a administração anterior. Para enfrentar as denúncias, a atual gestão determinou a instauração de um processo administrativo. O objetivo é investigar as acusações e tomar as medidas cabíveis ao final do processo.
Compromisso com a Legalidade
No comunicado, a prefeitura reafirmou seu compromisso com a justiça e com os princípios que norteiam a administração pública, como a legalidade e a impessoalidade. Além disso, destacou que a atual gestão está à disposição das autoridades judiciais e policiais para colaborar com as investigações e a instrução processual.
Detalhes da Operação
A Operação Derrocada foi conduzida pelo Ministério Público do Estado da Bahia, através do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco Sul), com o apoio da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Polícia Militar (PM) e Gaeco do Espírito Santo. Durante a operação, foram cumpridos mandados de busca e apreensão em residências e endereços comerciais de 12 pessoas, incluindo o ex-secretário de Obras de Porto Seguro, Marlus Brasileiro.
Desdobramentos e Transparência
A prefeitura de Porto Seguro assegurou que continuará a colaborar com as investigações e destacou a transparência e a integridade como pilares de sua administração. A instauração do processo administrativo interno é uma medida proativa para garantir que todas as denúncias sejam devidamente apuradas e que os responsáveis, se comprovados os delitos, sejam punidos conforme a lei.
