Em carta aberta divulgada no fim da noite da última segunda (10/01), a Associação Brasileira dos Promotores de Eventos pontuou que a decisão do Governo da Bahia em reduzir o público de eventos realizados no estado foi uma atitude precipitada e preconceituosa com o setor de entretenimento. No pronunciamento, a Abrape afirma que eventos de grande porte realizados no país, como a F1, Rodeio de Jaguariúna, Carnatal e partidas de futebol, não impactaram no número de casos da Covid-19. “A Associação Brasileira dos Promotores de Eventos (ABRAPE) considera precipitado, preconceituoso e prematuro o cancelamento de eventos controlados que obedecem os cuidados necessários e exigidos. Desta forma, reduzir o público de eventos faltando poucos meses para o mês do Carnaval, com possibilidade de cancelamento das festas privadas no período da folia momesca, é algo que irá impactar ainda mais o setor, que não vem trabalhando em sua totalidade desde 2020.“ – Informou a nota.
A Abrape ainda ressaltou que muitos países continuam com setor de eventos atuando, mesmo com índices de casos muito maiores. “Além disso, têm optado por manter as atividades econômicas em funcionamento, resguardadas por iniciativas como a ampliação das campanhas de imunização e a exigência de comprovante de vacinação para o acesso em ambientes controlados. Afinal o papel do setor público é procurar soluções e não culpados. O setor de eventos fechado por 18 meses já não foi a solução para o nefasto impacto dessa pandemia nas vidas e na economia de nosso país”. – Informou a associação.
A carta a associação ainda questionou o motivo da liberação das praias e manifestações políticas, além dos transportes públicos lotados, mas a proibição de eventos. “Se é para aplicar o princípio, tem que ser para todas as aglomerações de convívio, de forma horizontal, abrangendo as praias lotadas, transporte público lotado, comércio lotado, manifestações políticas e muitas outras. E porque não se fala nisso?”– Finalizou a ABrape.


