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Policial militar de Belmonte produz trabalho acadêmico sobre a violação dos direitos dos índios Tupinambá.

A violação dos direitos dos índios Tupinambás de Belmonte começou a ser debatido nas instituições de ensino superior da região, onde um dos percussores é o pesquisador e policial Militar Fábio Pereira Carvalho, que é aluno do Programa de Pós-Graduação de Ensino e Relações Étnico-Raciais da Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB) e está finalizando sua pesquisa de mestrado, a qual investiga todo período de retomada e violência sofrido pelos Tupinambá de Belmonte que vivem na Aldeia Patiburi, localizada à margem esquerda do Rio Jequitinhonha, no Distrito de Boca do Córrego.

Uma história curiosa contada pelo Cabo da Polícia Militar Carvalho é que ele participou de dois momentos distintos desse embate. No primeiro momento, ele foi a mão armada do Estado, que tirou os índios das terras ocupadas em 2004, por força de um ordem judicial de reintegração de possem em favor dos fazendeiros. O segundo momento aconteceu em 2017, quando o policial militar, mais uma vez, teve que participar da intervenção do conflito, desta vez, protegendo os indígenas através da escolta armada da liderança Cacica Cátia, ameaçada de morte pelos fazendeiros que viviam na localidade.

Trabalho Acadêmico

Na sua pesquisa acadêmica, Carvalho apresentou, no início do mês de outubro, a sua pesquisa no formato de pôster no seminário “Variações de um quadro de crise democrática: leituras macro micro a partir de territórios periféricos” do Curso de Pós-Graduação em Estado e Sociedade (PPGES/UFSB). Em novembro, outro artigo, em formato de resumo, foi apresentado pelo policial no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Bahia-Eunápolis (IFBA), na Semana da Consciência Negra, novembro negro, que teve como tema: “A (RE)Construção da Independência das Subjetividades Brasileiras – Antirracismo e Ações Educativas Transgressoras”.

Um outro artigo, no formato de resumo expandido apresentado por Carvalho, foi aprovado pelo comitê científico do Grupo de Pesquisa Pensamento Negro Contemporânea da UFSB, onde no último dia 23/11, foi apresentado no III Colóquio de Pesquisa Negra Contemporânea na IV Jornada do Novembro Negro da Universidade Federal do Sul da Bahia. “Desse modo, é preponderante frisar, que todos os trabalhos tem como base estudos produzidos a partir da dissertação de mestrado com a temática: TERRITÓRIO ORIGINÁRIO, VIOLÊNCIA E RESISTÊNCIA: A trajetória dos Indígenas Tupinambá de Belmonte numa perspectiva das Relações Étnico-Raciais.” – Comentou o policial militar Carvalho em sua apresentação.